CINE ATLANTICO
A MOSTRA
CINEMA PORTUGUÊS DO SÉCULO XXI

Desde o início do século XXI que os cineastas portugueses de várias gerações – não muitas porque ainda estamos em 2018 e há muita história para trás – têm vindo a afirmar-se no plano internacional onde vão colecionando prémios nos principais festivais de cinema do mundo.

Na verdade, já são dezenas de filmes produzidos entre longas, curtas, documentários e animações premiados ou com menções honrosas. Em primeiro lugar estão as curtas-metragens, filmes de produção de baixo orçamento, depois as longas-metragens de produtores independentes já estabelecidos – que se vão candidatando aos apoios anuais do Instituto de Cinema e Audiovisual (ICA) – e outras feitas entre amigos e colegas em final de curso das escolas de cinema; quanto aos documentários, existe quase uma produção regular e uma escola de documentaristas onde as mulheres-cineastas estão em destaque.

Certo é que muitos dos filmes portugueses têm sido selecionados e vão ganhando prémios nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza e Locarno. Se a falta de dinheiro resulta numa maioria de produção de curtas-metragens, e, portanto, mais baratas, nestes últimos anos de apuros económicos, temos assistido igualmente à consagração internacional de longas-metragens de ficção – onde muitas vezes a realidade contamina a ficção e vice-versa –, de documentários e de cineastas que são reconhecidos e apreciados no mundo inteiro. E não apenas os mestres como Manoel de Oliveira (1908-2015) e João César Monteiro (1939-2003), ou cineastas de gerações mais novas como Miguel Gomes, João Pedro Rodrigues, Teresa Villaverde ou Pedro Costa, entre outros. Hoje, passada a crise e com Portugal assumindo o posto de novo “lugar da moda” na Europa, o cinema português tem igualmente beneficiado deste momento em que o mundo observa com mais atenção também a cultura do nosso país.

A seleção de cinema português do século XXI para o III Cine Atlântico inclui pela primeira vez uma seleção de algumas das melhores curtas-metragens das últimas temporadas dos festivais e realizadores premiados como Leonor Teles, Diogo Costa Amarante, Carlos Conceição, Marta Mateus, David Pinheiro Vicente e Duarte Coimbra.

Apesar de escassa a seleção de longas e documentários deste ano (“Colo” de Teresa Villaverde, “Verão Danado”, de Pedro Cabeleira, “Terra Franca” de Leonor Teles e “Djon África” de Filipa Reis e João Miller Guerra), estão igualmente bem representadas as tendências, os filmes e gerações de cineastas que resistem a fazer um cinema único e exclusivo no panorama do mundial.

Este é talvez apenas um pequeno percurso para conhecer melhor do cinema português do século XXI, mas é igualmente uma seleção equilibrada que abre aos espectadores da ilha Terceira um amplo caminho para olharem o futuro dos filmes produzidos em Portugal e por cineastas portugueses.

PROGRAMA
CINEMA PORTUGUÊS DO SÉCULO XXI

16 NOV./ 21H30
COLO
TERESA VILLAVERDE

17 NOV./ 18H30
A BALADA DE UM BATRÁQUIO
LEONOR TELES

CIDADE PEQUENA
DIOGO COSTA AMARANTE

COELHO MAU
CARLOS CONCEIÇÃO

FARPÕES BALDIOS
MARTA MATEUS

ONDE O VERÃO VAI
DAVID PINHEIRO VICENTE

AMOR, AVENIDAS NOVAS
DUARTE COIMBRA

21H30
VERÃO DANADO
PEDRO CABELEIRA

18 NOV./ 18H30
TERRA FRANCA
LEONOR TELLES

18 NOV./ 21H30
DJON ÁFRICA
FILIPA REIS E JOÃO MILLER GUERRA

FILMES
MOSTRA DE CINEMA PORTUGUÊS MAR E ILHAS
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